segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Marketing = Sucesso



O modelo de sociedade em que vivemos dita padrões de competitividade extremamente elevados em praticamente todas as áreas. Tanto em aspectos visuais, de comunicação e de conhecimento, quanto em outros aparentemente secundários, pequenas diferenças podem determinar o sucesso ou o fracasso.”, complementa Magna dos Santos, gerente de RH do grupo Pão de Açúcar. “Marketing Pessoal pode ser definido como uma estratégia individual para atrair e desenvolver contatos e relacionamentos interessantes, do ponto de vista pessoal e profissional, bem como para dar visibilidade a características, habilidades e competências relevantes na perspectiva da aceitação e do reconhecimento por parte de outros. E esse reconhecimento é fundamental para diferenciar e situar um indivíduo no contexto social em que vive, e determina, em grande parte, a maneira como ele estará posicionado para o sucesso profissional e pessoal.
Construir uma imagem positiva é importante dentro e fora do ambiente corporativo. É fundamental ser notado, sem parecer inconveniente, por exemplo, ou conquistar naturalmente a simpatia sem ser visto como “bajulador”. Do mesmo modo, estabelecer relações de confiança por meio de ações e atitudes admiradas pelo mercado, buscar o aperfeiçoamento constante, tanto na aparência quanto no conhecimento, e adquirir experiência, são qualificações necessárias ao bom profissional.
A capacidade de se “mimetizar” no meio do mercado a ser atingido e conhecer as exigências desse mercado também tem um papel fundamental na engenharia de Marketing Pessoal a ser criada.
Assim podemos dizer que a observação e a objetividade são elementos a serem levados muito em consideração para uma bem sucedida estratégia de Marketing Pessoal


     Carmelo J. Serra

segunda-feira, 22 de abril de 2013

E-mail Marketing



12 ótimas razões para fazer e-mail marketing

As campanhas na web são cada vez mais reconhecidas como valiosas e eficientes para divulgar serviços, marcas e produtos para diferentes perfis de públicos. Para que você entenda por que vale a pena investir nessa ferramenta de divulgação, veja alguns ótimos motivos para você pensar seriamente em começar a fazer e-mail marketing.
01. Porque você fará sua empresa ser lembrada periodicamente.
Pense em quantos sites visitamos todos os dias. Embora você possa apresentar uma vez seu site a um cliente, a probabilidade de ele ser lembrado daqui duas semanas é remota. Já com o e-mail marketing você se fará lembrar periodicamente.

02. Porque o Brasil tem mais de 32 milhões de usuários de internet.
Imagine quando dessa fatia sua empresa hoje cerca e o quanto pode vir a cercar usando a força o e-mail marketing.

03. Porque as pessoas passam grande parte do dia de frente ao seu canal de divulgação.
O Outlook é ferramenta importante para o trabalho de grande parte das pessoas e essas passam praticamente as 8 horas de trabalho diário em frente a ele.

04. Porque a comunicação chega em tempo real ao seu público alvo.
Através de uma newsletter bem feita, seu cliente pode, com apenas um clique, ir até a sua empresa, comprar e interagir imediatamente com ela no site.

05. Porque as vendas aumentam com as campanhas web.
Pesquisas de casos de sucesso provam que as vendas aumentam imediatamente após o envio de um e-mail promocional para uma lista de destinatários que são foco da empresa.

06. Porque o e-mail é uma comunicação limpa e correta.
Ao contrário do panfleto, da mala direta impressa e do folder, o e-mail é uma comunicação limpa, deletável com uma tecla ou aceita com um clique.

07. Porque o telemarketing ativo e incomodo está com os dias contados.
Quando bem feito, ao contrário de uma ligação de telemarketing, o e-mail não incomoda na hora errada, pois é o usuário que define quando ler e quando aceitar ou não o produto e serviço.

08. Porque a internet já um canal de vendas forte para muitas empresas.
Pesquisa recente do Ibope, da NetRatings e Camara-e.net mostrou que 4 milhões de pessoas já fizeram uma compra on-line com investimento médio de R$ 297,00.

09. Porque as pessoas se cadastram e com certeza esperam novidades.
64% costumam se cadastrar em sites para receber e-mails com informações e promoções. Essa comodidade de aguardar as informações de diferentes canais é o grande atrativo dessa ação.

10. Porque é possível ter a informação exata de quem se interessou em sua campanha.
Quando feito com ferramentas profissionais e empresas eficientes, os seus relatórios de envio, leitura e cliques são informações quentíssimas para a área comercial saber quais clientes tiveram interesse por determinada campanha.

11. Porque o resultado é imediato.
O resultado é imediato, podendo ser medido e avaliado em números reais. As vendas crescem, a fixação de marca se fortalece, a visitação ao seu site aumenta e o seu banco de dados e contatos pode ser multiplicado em muitas vezes e mais ativamente.

12. Porque é uma forma de divulgação que está ao seu alcance.
Houve um tempo em que somente as médias e grandes empresas tinham possibilidade de se divulgar. Mas hoje isso mudou, pois em comparação a outras mídias, fazer campanhas de e-mail marketing é incrivelmente barato.

Pois bem. Agora você tem os dados, a informação e as vantagens. O que está esperando para começar a planejar suas campanhas de e-mail marketing?

domingo, 24 de março de 2013

Marketing Multimidia/Marketing de Rede



Marketing de Rede

O Marketing de Rede é um sistema de distribuição ou uma forma de Marketing que movimenta bens e serviços legítimos com valor comercial, do fabricante diretamente para o consumidor, por meio de uma rede de distribuidores independentes. Não existem atacados e grandes distribuidores intermediando a empresa fabricante do produto e o consumidor final. O único intermediário é o distribuidor independente que é uma pessoa física sem vínculo empregatício com a empresa. Isto aumenta a margem de lucros da empresa pois além de reduzir os gastos de distribuição devido a ausência de intermediários, tem os gastos de publicidade reduzidos, pois os distribuidores independentes da empresa encarregam-se de divulgar os produtos e a marca. Além disto, a inexistência de vínculo empregatício, ou seja, carteira assinada reduz o número de funcionários necessários ao funcionamento da empresa sendo assim mais um fator de redução de custo. Com todos estes fatores reduzindo os custos de distribuição e com os distribuidores independentes arcando com todas as responsabilidades descritas, uma parte do lucro da empresa é devolvida aos seus distribuidores.

O Empreendedor de Marketing de Rede trabalha como empresário autônomo, e representa uma determinada companhia executando seu plano de Marketing, divulgando seu produto ou serviço e a oportunidade de negócio oferecida pela empresa, bem como sendo responsável em treinar novos recrutas. É um trabalho que consiste em falar com pessoas e criar relacionamentos.

Marketing de Rede x Marketing Direto

O marketing de Rede é diferente do marketing direto. No marketing direto, a empresa remunera diretamente seu distribuidor pela venda dos produtos ao consumidor final. Não existe outra forma de ganho. No marketing de rede, a empresa permite que o distribuidor associe à empresa outros distribuidores. Desta forma a empresa cria uma segunda remuneração, pois entende que o esforço do distribuidor em associar outro distribuidor deve ser compensado, pois a empresa também tem lucros com isto. Este processo contínuo, onde um distribuidor associa à empresa outro distribuidor forma o que se denomina rede.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

O humor e um pouco de historia da propaganda



Mensagens comerciais e campanhas políticas foram encontradas em ruínas da antiga Arábia. Egípcios usavam papiros para criar mensagens de venda e cartazes, enquanto o conhecido volante (flyer) de hoje podia ser facilmente encontrado na antiga Grécia e Roma. Pinturas em muros ou rochas utilizadas como propagandas eram outras formas encontradas no tempo antigo e é utilizada até hoje em várias partes da Ásia, África e alguns países da América do Sul, incluindo o Brasil.
A tradicional pintura nas paredes pode ser encontrada desde expressões artísticas em rochas feitas por populações indígenas que datam de 4.000 AC até pinturas desenvolvidas nos séculos XV e XVI que auxiliavam a divulgação de volantes na época. No século XVII as propagandas começaram a aparecer em jornais semanais na Inglaterra. Esses anúncios eram utilizados para promover livros e jornais, que patrocinavam a imprensa, e medicamentos, que se tornaram muito procurados após algumas doenças terem devastado a Europa. No entanto, falsas propagandas, também conhecidas como quack (termo da época para designar uma pessoa que dizia ter profissionalmente habilidades, conhecimentos ou qualificações que não tinha), tornaram-se um problema, que culminou na regulamentação dos conteúdos publicados nas propagandas.
Com a economia expandindo durante o século XIX, as propagandas cresceram. Nos Estados Unidos, os classificados tornaram-se bem populares preenchendo muitas páginas de jornais com pequenos anúncios de itens variados. O sucesso desse formato de propaganda eventualmente levou ao aparecimento e crescimento da mala-direta. Em 1841 a primeira Agência de Publicidade e Propaganda foi criada por Volney Palmer em Boston. A agência criada por Palmer também foi a primeira a cobrar a taxa de 25% de comissão dos jornais para vender espaço publicitário, o que antes era feito apenas por corretores de propaganda. A N. W. Ayer & Son foi a primeira Agência a oferecer todos os serviços de publicidade e assumir responsabilidade pelo conteúdo das propagandas. Ela foi fundada em 1875 na cidade de Filadélfia nos Estados Unidos.
Na virada do século, havia poucas escolhas de carreira para mulheres no mercado, no entanto a publicidade e propaganda foi uma das poucas a abrir esse mercado. Desde que as mulheres eram responsáveis pela maioria das compras feitas em casa, anunciantes e agências reconheceram o valor introspectivo que a mulher tinha durante os processos criativos, por curiosidade, a primeira propaganda norte-americana com apelo sexual foi criada por uma mulher, Helen Lansdowne Resor, para anunciar o Woodbury’s Facial Soap. Embora simplória para os dias atuais, a propaganda mostrava um casal com a mensagem: “The skin you love to touch” (A pele que você adora tocar).
Quando as estações de rádio iniciaram suas transmissões em meados de 1920, os programas não continham propagandas. Isso acontecia porque as primeiras estações de rádio foram estabelecidas com equipamentos feitos manualmente e varejistas que ofereceram programas em busca de vender mais aparelhos de rádio para os consumidores. Com o passar do tempo, muitas organizações sem fins lucrativos, como escolas, clubes e organizações populares, começaram a construir suas próprias estações de rádio. Quando a prática de patrocinar programas foi popularizada, cada programa era patrocinado por um anunciante pela troca da simples menção de seu nome no início e no fim dos programas. No entanto, os donos de estações logo viram que poderiam ganhar mais dinheiro vendendo pequenos espaços de tempo para vários anunciantes durante toda a programação da rádio e não só no início e fim de cada programa para apenas um patrocinador. Essa prática foi herdada pela televisão posteriormente nos meados de 1940 a 1950.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Marketing Digital-Mecanismos





Marketing digital são ações de comunicação que as empresas podem se utilizar por meio da Internet e da telefonia celular e outros meios digitais para divulgar e comercializar seus produtos, conquistar novos clientes e melhorar a sua rede de relacionamentos. O marketing digital engloba a prática de promover produtos ou serviços através da utilização de canais de distribuição electrónicos para chegar aos consumidores rapidamente, de forma relevante, personalizada e com mais eficiência.
O marketing digital traduz-se em acções de Marketing (Estratégicas, Económicas e Operacionais) adaptadas aos meios digitais, de forma a obter, nestes canais, a mesma eficiência e eficácia do marketing tradicional e em simultâneo potenciar os efeitos do marketing tradicional. Na sua operacionalização são, normalmente, utilizados canais, meios e ferramentas digitais.
O e-marketing ou marketing electrónico baseia-se na utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC) no processo de criação, comunicação e fornecimento de valor aos clientes, e na gestão das relações com os clientes, de modo a beneficiar a organização e os seus stakeholders (públicos-alvo)

E-Product Marketing

Viral Marketing
O Marketing viral é também conhecido como palavra electrónico ou “word of mouse” o equivalente no digital ao word of mouth do marketing tradicional, é uma estratégia que permite propagar mensagens comerciais a um ritmo exponencial. Normalmente designada de comunicação comercial autopropagada. Um exemplo clássico de um caso de sucesso de viral marketing é o Hotmail. Um dos primeiros serviços gratuitos de web-mail que devido à simples frase que surgia em cada mensagem que cada utilizador enviava “Get your free and private e-mail at http://hotmail.com” nos primeiros seis meses após o seu lançamento atingiu um milhão de utilizadores e ao fim de um ano e meio 12 milhões de utilizadores, altura em que foi vendido à Microsoft por cerca de 400 milhões de dólares. A promoção do filme The Blair Witch Project é outro caso de sucesso de viral marketing, um filme com um orçamento extremamente reduzido que foi um dos filmes mais rentáveis e mais vistos de sempre, devido à divulgação online, sugerindo que o filme (de terror) era um documentário (retratando eventos reais) e à propagação exponencial dessa mensagem. Existem algumas técnicas para que uma mensagem de viral marketing se propague exponencialmente, uma das mais importantes é que suscite dúvidas, ao target, sobre a veracidade da mensagem, de forma a despertar o interesse e a curiosidade.
Ferramentas online que reforçam: Interactive Webs e e-mail marketing.

Search Engine Marketing

Search Engine Marketing (SEM), permite tirar partido dos links pagos nos motores de pesquisa, esta técnica refere-se a criar o máximo de links patrocinados nos principais motores de busca (como Google ou Yahoo). Comprar palavras-chave relacionadas com a actividade, com direito a um espaço muito limitado para definir um texto, com o qual se pretende atrair a atenção dos internautas para um link para o site, este meio tem custos mas pode dar muito retorno. Search Engine Optimization (SEO) é uma optimização natural, não comercial. É diferente de SEM.

Online product configurators

Um configurador online é uma aplicação incorporada no site, que permite ao potencial comprador a possibilidade de personalizar o produto através de todas as opções disponíveis. Temos diversos exemplos de configuradores online, por exemplo na indústria automóvel, onde é possível configurar diversas opções e acessórios das viaturas. No entanto, um dos exemplos mais interessantes é o da Dell que em 1996 passou a permitir aos clientes configurarem o seu PC online.
Ferramentas online que reforçam: Promotional Minisites, e-commerce portals e interactive webs.

Online product verifiers

Um verificador online é um sistema idêntico ao configurador online, não tão focado na personalização, mas mais focado em mostrar o produto em todas as possíveis perspectivas, de modo a possibilitar ao utilizador uma experiência mais próxima do real. Esta ferramenta é particularmente útil para produtos como roupas, nomeadamente nas marcas de segmento mais alto. Permite aumentar a percentagem de compras online, difícil nesta indústria.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Marketing, conceitos


 


A palavra marketing cada vez mais vem se difundindo no Brasil. Com freqüência ouvimos falar que o produto X é o mais vendido, pois tem uma boa campanha de marketing ou ainda que o candidato Y se elegeu, pois teve uma boa equipe de marketing e ouvimos falar com grande freqüência no mundo esportivo que a assessoria de marketing do clube está fazendo uma campanha para atrair mais sócios, mas o que é o marketing e qual sua importância?
Baseado em Kotler, o marketing é a ferramenta de gestão que tem como principal função lidar com os clientes, visando entender o cliente, criar uma forma de comunicação,fazer novos clientes e proporcionar ao cliente valor e satisfação, ainda segundo Kotler (1997,p.19) “o marketing pode ser interpretado como sendo a utilização dos recursos de uma empresa com o propósito de satisfazer aos desejos e as necessidades do consumidor”, mas também segundo Kotler e Armstrong (2003, p.3) a definição mais simples seja que“marketing é a entrega de satisfação para o cliente em forma de beneficio”.
Baseado na definição de marketing da AMA - American Marketing Association o marketing não é apenas uma forma de propaganda, é muito mais complexo que isto, ele é conjunto de processos que vem desde a criação de um produto ou serviço passando pela comunicação com o público alvo e administrando este relacionamento com o cliente, para que assim possa haver uma entrega de valor de modo a beneficiar a empresa e seu público.
O marketing hoje é utilizado por todos, mas principalmente pelas empresas, baseado em Raimar Richers pode-se ver que o marketing é uma célula dentro do organograma das empresas, por hora chamada de setor comercial ou de vendas, mas cada vez mais esta sendo denominado como departamento de marketing, segundo Raimar Richers (1994, p.12)“o marketing é um conceito mais amplo do que vendas, sobretudo quanto a gama de responsabilidades dos que dirigem um setor comercial numa empresa moderna. Por exemplo, além das funções de transação de bens ou serviços (compra e venda), o homem de Marketing é responsável também pela realização de pesquisas de mercado, pela formulação e execução de uma política de produtos, pela escolha e o controle de um sistema adequado de distribuição física dos produtos sob sua responsabilidade, pela divulgação e promoção de seus produtos, bem como ocontrole dos resultados de suas transações comerciais”.
Mas como fazer para que os clientes conheçam seu produto/marca, para ArmandoSant’Anna (2007, p75) “anunciar visa promover vendas e para vender é necessário, na maior parte dos casos, implantar na mente da massa uma idéia sobre o produto”.
Baseado nos conceitos dos autores acima citado, nota-se a importância da publicidade e propaganda para as empresas. Armando Sant’anna afirma (2007, p75) “que a palavra publicidade significa, genericamente, divulgar, tornar publico, e propaganda compreende a idéia de implantar, de incluir uma idéia, uma crença na mente alheia”.
 

sábado, 12 de janeiro de 2013

Midia em uniformes de times de futebol



 


Apartir da década de 1990, alguns agentes econômicos, visualizando o potencial financeiro do futebol, intensificaram a profissionalização na gestão dos clubes, com a inserção do conceito de lucratividade como fator de sucesso.
O primeiro sinal de clube-empresa surgiu na Itália, passando pela Espanha e culminando de forma material na Inglaterra. O cenário do futebol inglês estabeleceu novos paradigmas para a profissionalização do esporte, extraindo de outros setores econômicos as características das empresas lucrativas, trazendo à tona uma nova economia do esporte.
Para Ekelund (citação no livro “A Nova Gestão do Futebol”), o futebol é um catalisador para um novo modelo econômico que precisa ser definido e que pode dar grandes vantagens não apenas à sociedade, mas também aos torcedores e investidores (ligando razão e emoção). Entretanto, para que o produto futebol tenha as duas características (resultado no campo e retorno financeiro) é necessário que ações individuais e coletivas sejam tomadas pelos clubes, observando-se tanto os fatores associados ao resultado do evento (função esportiva dos clubes) quanto os fatores associados à administração dos eventos (negócio ou mercado, pensando-se na função de marketing e serviços do clube), que afetam a satisfação de seus principais clientes (torcedores, patrocinadores, televisão, etc).
Cabe, então, discutir o que significa “sucesso” na indústria do futebol. Se perguntarmos aos torcedores “qual o objetivo principal de um clube de futebol?”, certamente a quase totalidade responderia “vencer os jogos e conquistar campeonatos”. Se fizermos esta mesma pergunta para os antigos dirigentes, com certeza, uma resposta similar seria dada por boa parte dos consultados. Contudo, essa questão apresentada a dirigentes de clubes com ações em Bolsa de Valores teria a seguinte resposta: “lucros e títulos”.
A nova realidade do futebol mundial requer uma reflexão sobre a lógica do “negócio futebol” para que as medidas de desempenho, que refletem o modelo de gestão, possam ser definidas e monitoradas. Se, por um lado, os dirigentes do Arsenal e do Real Madrid conseguiram transformar seus clubes em negócios extremamente lucrativos, por outro, clubes como Botafogo, Flamengo, Atlético Mineiro, Bahia e Vitória (BA), entre outros, acumulam expressivos déficits sequenciais. Os dois últimos, clubes-empresas, chegaram a estar, em 2006, na 3ª divisão do campeonato brasileiro.
As principais fontes geradoras de receitas para os clubes de futebol são a publicidade, a bilheteria dos jogos, a negociação de direitos federativos dos atletas, a licença para transmissão de jogos pelos meios de comunicação, com destaque para as televisões de canal aberto ou TVs a cabo, e a venda do direito de exploração de nome nas arenas esportivas.

A renda de publicidade é derivada de contratos realizados entre clubes e empresas – em geral do setor de bens de consumo – para anúncio de suas marcas nos uniformes, nas placas de propaganda dos estádios ou dos centros de treinamento. Utiliza-se também o pagamento de royalties aplicados como fração do total das vendas de produtos licenciados, mercadorias ou serviços vinculados à imagem dos clubes ou de seus atletas.

A gestão das marcas é uma das raras atividades desenvolvidas no futebol brasileiro com elevado nível de profissionalização. Essa atividade tornou-se relevante para os clubes nos últimos cinco anos com a inclusão nos quadros de profissionais de especialistas em marketing, como, por exemplo, no Internacional-RS, ou mediante contratação de agências especializadas. O Corinthians optou pelo segundo modelo e hoje dispõe de 90 lojas franqueadas, além de uma loja virtual para atender um público potencial de cerca de 20 milhões de torcedores.

O Internacional-RS tem se destacado no gerenciamento de marketing. O clube está entre as 500 maiores empresas da Região Sul e desde o lançamento de seu programa de sócio-torcedor, em 2006, já angariou aproximadamente 100 mil sócios. Podemos classificar esses sócios como um público fidelizado: um segmento que adquire permanentemente não apenas ingressos de jogos a preços diferenciados, como também produtos. Para o Internacional, as receitas oriundas de publicidade, que incluem os recursos provenientes das mensalidades do programa sócio-torcedor, representam 40% do total da receita bruta, o que é suficiente para cobrir a folha de pagamento dos atletas.