terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Marketing Esportivo II

 

AS VANTAGENS DO ESPORTE COMO MÍDIA ALTERNATIVA

Como já vimos, a mídia é caracterizada como um meio pelo qual se transmite uma mensagem. Roberto Minadeo (1996), entende como mídia, "o canal que a propaganda utiliza para encaminhar a mensagem publicitária ao mercado-alvo". (MINADEO, Roberto. 1000 perguntas – Marketing. Rio de Janeiro: Thex Editora, 1996. p.220) Para ele, a mídia entre outras coisas, é a análise e a interpretação dos veículos de comunicação e um instrumento de expressão publicitária.
Alguns autores apontam o marketing esportivo como uma forma de mídia alternativa uma vez que ele é capaz de promover uma marca junto ao seu público-alvo e assim sendo recebe em troca de publicidade, imagem e venda. Oliveira e Pozzi (1996) afirmam que essa captação de mensagem, normalmente é feita em momentos de descontração e relaxamento, como numa transmissão de um evento esportivo, quando a maior parte das mensagens, chega ao telespectador mais receptivo, ao mesmo tempo que evita os intervalos comerciais e a provável troca de canal. Para eles é mais fácil o telespectador aceitar a propaganda fora dos intervalos comerciais. Esse fato é bastante relevante se considerarmos , por exemplo, a exposição de uma marca que patrocina um time de futebol durante os 90 minutos em que dura essa transmissão.
No tocante as cifras investidas no esporte, por tudo o que temos pesquisado, as estratégias utilizadas pelas agências de propagandas/empresas, segundo dados apresentados na 1ª Conferência Internacional de Marketing Esportivo realizada em São Paulo, chegam a US$10 bilhões em todo o mundo(Caderno de esportes. Folha de São Paulo, 1999 4b). Nesta conferência foi apresentado também os números investidos no Brasil durante grandes eventos como a Copa do Mundo ou jogos Olímpicos que chegaram a US$250 milhões.

O esporte, como tem sido bastante divulgado, é uma boa forma de investimento, tanto para as empresas como para os veículos publicitários. O patrocínio de uma empresa num evento esportivo atinge, tanto o público que está assistindo o evento no local, quanto o público que está acompanhando a cobertura do evento pelos meios de comunicação, gerando uma verdadeira disputa por espaço dentro dos eventos.

Sobre o assunto, Antenore (ANTENORE, Armando. Brahma põe fim à guerra de cervejas. Folha de São Paulo, São Paulo. 27 jun. 1994. Caderno esporte, p. 10.), em entrevista na Folha de São Paulo, declarou que a Brahma durante a Copa de 94, ficou de fora das cotas de patrocínio das transmissões dos jogos, e para reverter essa falha, utilizou-se de alguns jogadores da seleção em suas campanhas publicitárias, e colocou nos estágios onde ocorreram os jogos preliminares, bandeiras e faixas da "número um" , participando de uma maneira bem expressiva e sem gastar um tostão na compra de espaço publicitário na TV. Fontenele (FONTENELE, André. Anunciante se torna parte do show. Folha de São Paulo, São Paulo, 5 jun. 1994. Caderno especial, p. 8), por sua vez, afirma que a Copa é cada vez mais vem sendo utilizada como veículo publicitário chegando hoje a sustentar a própria realização do evento.

É válido salientar que a diversidade de esportes contribui muito para que o patrocinador possa optar para aquele que mais se afine com o seu negócio e público-alvo. Blecher (1994) nos relata que o Banco Nacional para explorar a imagem de Ayrton Senna em peças de merchandising e comerciais, investiria US$ 1,2 milhões no ano da morte do piloto, o que significaria o dobro desembolsado quando de seu início de carreira.

Blecher, salienta também, que a peça promocional mais popularizada e disputada, era o boné (distribuídos 1,5 milhões de unidades) com a sua assinatura e que numa pesquisa realizada em 1991, o banco teve computados os minutos de TV e as fotos de mídia impressa em que Senna aparecia com a logomarca ficou demonstrado que o banco teria que investir 10 vezes mais o valor contratado para obter o mesmo retorno em espaço publicitário.

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